Bahia

Flurona: Salvador, Feira e Camaçari registram primeiros casos

Nenhuma morte provocada pela coinfecção foi registrada.

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Os municípios de Salvador, Feira de Santana e Camaçari registraram os primeiros casos de dupla infecção por Covid-19 e H3N2, cepa do vírus Influenza causador da gripe. O caso inédito até então pelos cientistas é chamado de “flurona”, junção dos nomes das doenças.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), os infectados são cinco do sexo masculino e três do sexo feminino, com idades ente 13 e 91 anos. Não foi informado se os pacientes já receberam alguma dose da vacina contra o coronavírus, causador da covid-19.

O órgão chamou atenção as medidas de prevenção, mesmas adotadas contra a covid=19, que deve ser adotadas neste momento, já que a coinfecção ainda é investigada pela comunidade científica.

“Procure uma unidade de saúde e seja assistido. Aos idosos, gestantes e crianças com imunossupressão, é muito importante usar medicamento especifico, então procure uma unidade de saúde”, disse Tereza Paim, secretária de saúde do Estado.

Nenhuma morte provocada pela coinfecção foi registrada.

Até o momento, segundo a Sesab, a Bahia registrou 1.447 casos da gripe (H3N2), confirmados em 114 municípios.

No Brasil, estados como Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo registraram casos da flurona. No Rio, a dupla infecção foi identificada em um adolescente de 16 anos, segundo o jornal Folha de S.Paulo. A mãe, uma fisioterapeuta, informou que o filho apresentou sintomas como coriza e febre baixa na última quarta-feira (26/12). Com a progressão dos sintomas, ela decidiu levar o menor para fazer um teste. Ela conta que acreditou ser somente Influenza, mas o exame mostrou as duas doenças.

No Nordeste, a prefeitura de Fortaleza, no Ceará, confirmou três casos de coinfecção. Trata-se de duas crianças de um ano, cujos quadros clínicos não foram graves e que já receberam alta, e de um homem de 52 anos que não precisou ser internado.

Para especialistas, a combinação de duas doenças respiratórias ainda é desconhecida e não sabe se a flurona causa doenças mais graves.