Bahia

Intoxicação alimentar em professores deixa 11 mil alunos sem aulas na Bahia

Professores relataram que começaram a sentir os primeiros sintomas ainda no dia em que comeram a comida.

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FOTO: Reprodução/TV Bahia

Centenas de professores foram diagnosticados com intoxicação alimentar na cidade de Jacobina, na Bahia, após participarem da Jornada Pedagógica organizada pela prefeitura para marcar o início do ano letivo nas instituições de ensino da cidade. Cerca de 110 lecionadores passaram mal após ingerir o almoço servido no evento, ocorrido no dia 31 de janeiro.

A comida chegou em um carro nas bandejas e foram expostas na mesa para cada professor se servir. Na mesa estava arroz, feijão, macarrão, frango. “As pessoas que estavam nos servindo não estavam de touca, luvas e nem máscaras”, disse Taciane Ferreira, uma das professoras que passou mal.

O evento foi realizado no Colégio Gilberto Dias de Miranda e contou com professores e convidados, que passaram quase o dia inteiro na escola. Professores relataram que começaram a sentir os primeiros sintomas ainda no dia em que comeram a comida.

“Eu quase perdi a minha vida por causa de irresponsabilidade. Não culpo (a prefeitura) por conta da comida estar contaminada, culpo apenas pela falta de humanidade. Se eu estive naquele evento foi porque eu sou profissional da educação e tinha obrigação de estar naquele evento. E comi a comida ofertada achando que eles teriam o cuidado de fiscalizar o restaurante”, destacou Taciane.

Imagens que circulam pelas redes sociais mostram a professora agonizando em cima de uma maca.

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Por conta disso, mais de 11 mil alunos da rede municipal de ensino estão sem aulas. A prefeitura informou que apesar do impacto no calendário educativo, haverá reposição do dia das aulas perdidos e está definindo um novo planejamento.

A prefeitura não informou o estado de saúde dos professores e apenas informou que muitos estão se recuperando.

“Estou me recuperando aos poucos, voltando com alimentação branda. A diarreia e o vômito passaram, [mas] estou sentindo dores na lombar, na barriga e na região pélvica. Meu corpo ainda [está] bem debilitado e sem energia”, disse a professora Taciane.

A Secretaria de Educação adiou o início das aulas, previsto para esta segunda-feira (6/2). “Não podemos falar em trabalho enquanto os colegas não estiverem todos recuperados. Estamos muito preocupados com esta situação e monitorando de perto”, disse a chefe da pasta Alexsandra Cruz.

As amostras da comida, enviadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) após a prefeitura acionar a Vigilância Sanitária, não determinaram a causa da intoxicação. Ao todo, segundo a Secretaria de Saúde, mais de 400 pessoas que estiveram no evento precisaram de atendimento médico.

A prefeitura informou que o restaurante foi interditado pela Vigilância Sanitária após inspeção.

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