Brasil

Bolsonaro denunciado por genocídio: veja os maiores genocidas da história

O crime que o mandatário é denunciado é o mesmo cometido por Hitler que matou mais de 17 milhões de pessoas, incluindo judeus, gays e ciganos.

Micael Levi
camera_alt Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro é denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. A iniciativa, protocolada na noite deste domingo, está sendo liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil e apoiado por entidades internacionais.

No Dicionário Aurélio tem-se a seguinte definição para genocídio: “crime contra a humanidade, que consiste em, com o intuito de destruir total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, cometer contra ele qualquer dos atos seguintes: matar membros seus, causar-lhes graves lesão à integridade física ou mental; submeter o grupo a condições de vida capazes de o destruir fisicamente, no todo ou em parte; adotar medidas que visem a evitar nascimentos no seio do grupo; realizar a transferência forçada de crianças num grupo para outro”.

Veja quem são os maiores genocidas da história:

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Pol Pot – Em apenas quatro anos, o ditador Pol Pot (1925-1998), acabou com 20% (1,7 milhão de pessoas mortas) da população do próprio país. Professores, jornalistas, pessoas que usavam óculos, chineses, vietnamitas, budistas, muçulmanos… Qualquer um que pudesse ser caracterizado como intelectual ou estrangeiro era detido em campos de concentração para morrer de fome.

Josef Stalin – Após a 2ª Guerra Mundial, o ditador Josef Stalin (1879-1953) exigiu que alemães morando em territórios recém-dominados pela União Soviética (antes controlados por Hitler) voltassem para seu país de origem. A pé! No trajeto, famílias inteiras foram agredidas ou assassinadas. Só na Polônia, mais de 1 milhão de alemães morreram. Entre 1,5 e 2 milhões de pessoas morreram.

Leopoldo II – Em geral, quando um país europeu colonizava um território, não tinha o objetivo de exterminar os nativos – eles costumavam morrer por contrair doenças antes exclusivas dos “homens brancos”. Mas, no Congo, foi diferente. O rei belga Leopoldo II (1835-1909) massacrou a população e a escravizou para trabalhar na extração de borracha. Houve mortes de entre 5 e 8 milhões de pessoas.

Mao Zedong – Entre 1958 e 1962, o líder comunista Mao Zedong (1893-1976) liderou o “Grande Salto Adiante”, uma reformulação econômica que pretendia transformar a China em uma potência industrial – mas que, no fim, provocou um colapso que levou pelo menos 40 milhões de pessoas a morrer de fome. Entre 1966 e 1969, uma nova perseguição: a chamada Revolução Cultural caçou minorias, seguidores de qualquer religião e cidadãos delatados por questionar o regime. O país ficou cheio de campos de concentração, e as famílias eram obrigadas a pagar pela bala usada para matar os condenados. Mais de 50 milhões de chineses morreram.

Adolf Hitler – Quando o mundo descobriu o horror dos campos de concentração nazistas, a palavra genocídio nem existia. Nunca antes, nem depois, um governo organizou uma infraestrutura tão eficiente em matar pessoas. A Alemanha de Hitler dizimou 6 milhões de judeus e 10,5 milhões de eslavos. Também perseguiu gays, ciganos, romenos e sérvios. Entre 17 e 20 milhões de mortes.