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Brasil

Bolsonaro sobre pandemia: “Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas”

Ele participou nesta quinta-feira (4/3), da inauguração da obra que ligará o município a Estrela D’Oeste (SP), que permitirá o envio de cargas ao porto de Santos (SP).

Micael Levi
camera_alt Andre Borges/Metropoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou o palanque de um evento de inauguração de um trecho de 172 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul para falar sobre a pandemia de coronavírus. Ele criticou os governadores que estão adotando medidas contra o vírus.

“Nós temos que enfrentar os nossos problemas, chega de frescura e de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos de enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades, mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?”, questionou o mandatário.

Ele participou nesta quinta-feira (4/3), da inauguração da obra que ligará o município a Estrela D’Oeste (SP), permitindo o envio de cargas ao porto de Santos (SP).

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O chefe do Executivo federal ainda criticou os gestores que estão fechando o comércio e afirmou que toda atividade considerada essencial é aquela que faz o chefe de Família levar dinheiro para dentro de casa. “Todos nós vamos sofrer se não tomarmos a medida certa, mas com coragem”, defendeu.

Bolsonaro ainda criticou a imprensa. “Que imprensa é essa nossa que transformou-se num partideco político de esquerda”. E elogiou os produtores rurais dizendo que não se acovardaram diante da pandemia — público maioria no evento.

Nesta quarta (3/3), o Brasil registrou o maior número diário de mortes por Covid-19. Foram 1.910 vidas perdidas para a doença. Desde o primeiro óbito relacionado a doença, o país contabiliza 259.271.

O ministro das Comunicações, Fabio Faria, em seu discurso, exaltou o fato do Brasil ser o sexto do mundo em número absoluto de vacinações e pediu para que os brasileiros elogiem o país. “Mas se o presidente sair e cumprimentar 10 pessoas, aí cai o mundo. […] Vamos começar a falar bem do Brasil”, pediu o ministro.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que não há problemas na economia e que o governo distribuirá 140 milhões de doses até o meio do ano. “Por que nós não vamos confiar no Brasil?”, perguntou.