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Brasil recebe primeiro lote da vacina da Pfizer contra a Covid-19

A quantidade de doses entregues faz parte do contrato junto ao Ministério da Saúde do fornecimento de 100 milhões de doses do imunizantes

Micael Levi
camera_alt Bruno Santos/Folhapress

A farmacêutica americana Pfizer enviou ao Brasil o primeiro lote da vacina contra a doença respiratória Covid-19 produzida em parceria com o laboratório alemão BioNtech. O primeiro lote tem 1 milhão de doses que é o suficiente para imunizar 500 mil pessoas.

A quantidade de doses entregues faz parte do contrato junto ao Ministério da Saúde do fornecimento de 100 milhões de doses do imunizantes que devem ser entregues até o fim de setembro.

A remessa chegou ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em São Paulo, nesta quinta-feira (29/4), depois de embarcar de Colônia e seguir até a Bélgica, onde foram embarcadas em um avião com destino Miami (EUA) e finalmente chegar no território brasileiro.

De acordo com o Ministério da Saúde, as doses ficarão armazenadas em 16 ultracongeladores com -85ºC de temperatura cada. As doses serão repassadas aos estados com temperaturas de -25°C e -15°C, onde os imunizantes podem ficar armazenados até 14 dias. Nas salas de vacinação, as doses serão guardadas em temperaturas entre 2°C e 8°C por até cinco dias.

Para receber o imunizante, os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, das Relações Exteriores, Carlos França, e o das Comunicações, Fábio Faria, estiveram presentes. O presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, também esteve na cerimônia.

O imunizante apresentou uma eficácia de 94% em indivíduos acima de 65 anos e 95% na eficácia global dos testes. Seu uso no Brasil foi aprovado no dia 23 de fevereiro com o registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No ano passado, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rejeitou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer. Bolsonaro justificou a exigência por parte dos produtores do imunizante que o governo arcasse com a responsabilidade civil em caso de efeitos colaterais do imunizante.

Neste contrato o Ministério da Saúde reconhece a vacina e seus componentes estão sendo desenvolvidos devido a emergência global que apresenta a pandemia de coronavírus com o aumento de casos e mortes relacionadas a doença.

“O comprador reconhece que a eficácia e os efeitos a longo prazo da vacina ainda não são conhecidos e que pode haver efeitos adversos da vacina que não são conhecidos atualmente”, cita a cláusula.

O governo pagou um seguro para cobrir a responsabilidade em eventuais apresentação de efeitos adversos do imunizante. Foram depositados R$ 6 milhões para a empresa inglesa de seguros Newline Underwriting Management Limited.