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Brasil vai receber 4 milhões de vacinas da AstraZeneca contra a Covid-19 neste fim de semana

O envio faz parte do consórcio Covax Facility que é uma aliança internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de fornecer doses de vacina contra a doença aos países

Micael Levi
camera_alt Jens Schlueter/Getty Images

O Brasil irá receber 4 milhões de doses da vacina contra a covid-19 neste fim de semana segundo confirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nesta sexta-feira (30/4). O imunizante é produzido pela farmacêutica AstraZeneca junto à Universidade de Oxford.

O envio faz parte do consórcio Covax Facility que é uma aliança internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de fornecer doses de vacina contra a doença aos países como forma de garantir acesso igualitário à imunização. O Brasil tem o recorde de recebimento do imunizante, com 16 milhões em um intervalo de 6 dias.

“Sabemos que o Brasil fez opção de cobertura de 10% da sua população com vacinas do Covax Facility e teremos neste final de semana a chegada de 4 milhões de doses de vacinas AstraZeneca oriunda do Covax Facility”, disse o Queiroga.

Durante uma coletiva de imprensa, o ministro comparou o total de 17 milhões de doses fornecidas ao Brasil por meio do consórcio em um curto espaço de tempo. “Isso equivale a mais do que a população de Portugal, de Israel e da Grécia, mostrando que as ações do Ministério da Saúde estão sendo muito bem empreendidas e trazem uma tranquilidade para a nossa sociedade”, completou.

Queiroga afirmou que a pandemia no país mostra sinal de redução mesmo com os elevados números de mortes apresentados no mês de abril, onde foi possível chegar ao recorde de mais de 4 mil mortes provocadas pela covid-19 em um só dia. Para os especialistas, abril foi o pior mês desde o início da pandemia com 82.266 mortes no período.

“Nós sabemos que ainda temos um ambiente epidemiológico grave, com muitos óbitos, mas já há uma tendência de queda desta média móvel de óbitos que tem diminuído a pressão sobre o nosso sistema de saúde”, disse.