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Brasil

Com aprovação da maioria, STF veta liberação de cultos e missas na pandemia

Luix Fux, presidente da Corte, citou os números da covid-19 no Brasil e decidiu seguir a decisão de Gilmar Mendes, fechando o placar em 9 x 1.

Micael Levi
camera_alt Nelson Jr./SCO/STF

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para vetar a liberação de cultos e missas durante a pandemia de coronavírus, mantendo a decisão do ministro Gilmar Mendes e derrubando a do ministro Kassio Nunes Marques.

Votaram contra o funcionamento de templos religiosos os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Luiz Fux, Rosa Weber e Cármen Lúcia. Kassio e Dias Toffoli aprovaram a liberação.

No último sábado, Kassio Nunes acatou o pedido da Anajure (Associação Nacional de Juristas Evangélicos) e autorizou a abertura dos templos, tornando inválido os decretos de alguns estados e municípios que proibiam o funcionamento. Ele citou em seu discurso que foi taxado pela imprensa e pelas redes sociais de “negacionista, insensível e até mesmo genocida”.

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De acordo com Nunes Marques, os bares e festas são os lugares onde há disseminação da covid-19 e que as celebrações religiosas não são culpadas pelo alastramento da doença.

Luix Fux, presidente da Corte, citou os números da covid-19 no Brasil e decidiu seguir a decisão de Gilmar Mendes, fechando o placar em 9 x 1.

“A fé é muito importante nesses momentos, mas há de ser baseada em eventos científicos também. Ela não é cega. Nessa escolha trágica, eu faço a escolha da tese do ministro Gilmar Mendes”, disse.