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Mãe do homem que invadiu a TV Globo diz que acidente deixou sequelas neurológicas

Após colidir com uma carreta ele ficou internado 24 dias em dois hospital, conta a mãe que é costureira.

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Por Micael Levi

A mãe do homem que invadiu a TV Globo, na última quarta-feira (10/06), disse que ele sofreu um acidente no Rio de Janeiro e isso lhe trouxe sequelas neurológicas. Ela, identificada como Telma Francisco Rosa, 53 anos, costureira, está desesperada a procura do filho.

Thomas Rainer Francisco Rosa, 25 anos, invadiu a emissora no Rio usando uma faca, fazendo uma repórter refém, exigindo falar com Renata Vasconcellos, âncora do Jornal Nacional. Após a chegada da Polícia Militar que conduziu a situação, ele foi detido.

O rapaz disse que queria encontrar com Renata para parabenizá-la pelo seu aniversário, comemorado naquele dia. A costureira, até a madrugada desta quinta-feira (11/06), não sabia do paradeiro do seu filho.

“Eu dormi um pouco mais na quarta, pois havia retornado para casa do trabalho muito tarde. Quando acordei, meu filho não estava em casa. As horas foram passando, liguei à tarde para ele e não atendia. Comecei a ficar preocupada. Já de madrugada, abri a rede social e o reconheci na imagem dele que estava em todos os sites”, contou  ela em entrevista ao jornal A Gazeta.

Ela conta que não sabia que seu filho tinha indo parar no Rio de Janeiro, mas que já tinha comentado sobre o aniversário da âncora do telejornal. “Ele chegou a falar que, nesta semana, Renata esteve no hotel onde ele trabalhava aqui no Espírito Santo e perguntou pelo meu filho. Mas isso é imaginação da cabeça dele, até disse que esteve com o Papa Franscisco recentemente. Thomas ficou assim depois do acidente que sofreu”, contou a Thelma.

Thomas sofreu um acidente no dia 29 de dezembro de 2019, quando ele deixou um hotel onde trabalhava dizendo que iria morar no Rio de Janeiro. Porém, ele invadiu a contramão e colidiu com uma carreta. Ele ficou 24 dias internado. Segundo ele, nesse período ele foi transferido de foi hospitais.

“Somente oito dias depois que ele deu entrada no hospital foi que conseguiram me localizar. Eu estava desesperada já pois não sabia onde ele estava, não tinha notícias. Conseguiram encontrar meu telefone no celular dele”, contou. Ele ainda fala que foi avisada pelos médicos que ele teria sequelas neurológicas.

Sem condições para contratar um advogado, ele conta que procurou a Defensoria Pública e pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, mas procura foi frustada. As portas estavam fechadas por se tratar de um feriado. Thelma contou que seu único filho é agressivo e que até agora não acredita no que está acontecendo.

“Estou sem comer, sem dormir, sem acreditar que tudo isso aconteceu. Ser mãe é muito difícil. Meu filho sempre foi um excelente profissional,  é uma pessoa carinhosa, prestativa e ajuda qualquer pessoa no nosso bairro, pode perguntar para qualquer pessoa. Eu preciso saber o que fazer para tirar ele da cadeia, preciso resgatá-lo”, desabafa.