Brasil

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pede demissão do Itamaraty

A saída dele é uma resposta a coalizão de líderes do Congresso Nacional.

camera_alt Dida Sampaio/Estadão

O chefe do Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (29/3), em um encontro com o presidente Jair Bolsonaro, depois de pressionamentos para sua saída.

A saída de Ernesto é uma resposta a coalizão de líderes do Congresso Nacional – Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) – e petições de 300 diplomatas. A causa de sua saída foi falta de capacidade de conseguir um desfecho rápido nas negociações com países como a Índia, além dos embates diplomáticos com a China.

Por empresários e políticos, Ernesto foi acusado de omisso e uma ferramenta que leva internacionalmente o negacionismo de Bolsonaro em relação a pandemia. A pressão para sua saída aumentou depois dele ter acusado a senadora Kátia Abreu (Progressistas-TO), de fazer lobby de chineses durante almoço com ele no Itamaraty.

Estão entre os nomes mais contados para ocupar o lugar do ex-chanceler o embaixador do Brasil na França, Luiz Fernando Serra, e o chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), almirante Flávio Rocha.