Brasil

Professor morre após beber suco envenenado

Ele teria enviado áudios de WhatsApp para familiares e amigo que não estava bem e suséitava de que

Jornal do Sisal
REPRODUÇÃO/INTERNET

Por Micael Levi

O professor Odailton Charles de Albuquerque Silva, 50 anos, morreu após dar entrada no hospital no Distrito Federal, passando mal após ter ingerido um suco de uva, na última quinta-feira (30/01/2020). Ele é professor de escola pública e teria sido envenenado no centro de ensino, onde era ensinava por seis anos.

De acordo com a família, Chalers como era conhecido, teria enviado áudios de WhatsApp a familiares e colegas, pedindo socorro, e que teria desconfiado que alguém teria colocado algo estranho em sua bebida.

“Alguém me ajuda, alguém me ajuda. Eu cheguei aqui, tomei um suco e acho que colocaram laxante, estou com muita diarreia”, disse o educador.

À medida em que os áudios eram enviados, a situação piorava, o que ficou perceptível devido ao tom de voz e pela dificuldade de respiração do professor. Uma servidora ligou para a mulher do educador informado que ele estaria passando mal. A mulher do professor sugeriu que o marido fosse levado ao hospital. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conduziu o ex-diretor ao Hran.

Segundo depoimentos de pessoas próximas ao professor a polícia, ele chegou a relatar dificuldade de relacionamento com uma colega da escola, justamente quem teria lhe oferecido o suco no dia da reunião.

De acordo com o Metrópoles, uma das mensagens enviadas a um amigo que também trabalha na instituição, o docente pontuou que sua interlocutora “estava com a cara de poucos amigos”. Frisou ainda que não queria beber o suco, mas acabou aceitando a bebida para não fazer desfeita. Odailton desconfiava de que o líquido teria lhe feito mal.

A instituição de ensino possui câmeras que poderiam ter registrado a dinâmica do incidente, mas, servidores informaram à reportagem, na manhã desta terça-feira (04/02/2020), que os equipamentos estão desligados.

Charles foi diretor do colégio por seis anos, no dia em que passou mal, teria ido ao colégio justamente para passar a função à atual administração. Ainda de acordo com o Metrópoles, ele era casado, pai de uma menina de sete anos e planejava abrir uma empresa de assessoria.

Recentemente, ele havia sido promovido pela Secretaria de Educação, que em nota disse que “lamenta o ocorrido e irá aguardar as conclusões do inquérito policial”. O centro de ensino não quis comentar sobre o assunto.

Com informações do Metrópoles.