Brasil

Universidade na Paraíba desenvolve inseticida a base de sisal que mata Aedes aegypti

Os cientistas utilizaram o extrato obtido na planta. A universidade disse não ter capacidade de tornar o inseticida comercializável.

Micael Levi
camera_alt Saulo Coelho/Embrapa/Jornal do Sisal

Os cientistas da Universidade Federal da Paraíba (UFPA) criaram um inseticida que mata o mosquito Aedes aegypti, transmissor da zika, chikungunya e dengue, com um produto natural bastante produzido em 20 municípios na Bahia: o sisal.

A planta base para desenvolver o produto, também conhecida cientificamente como Agave sisalina, também é cultivada na Paraíba. Os cientistas utilizaram o extrato obtido na planta durante a sua produção e tem um efeito combativo contra o mosquito.

A professora Fabíola Cruz, responsável pela pesquisa e membra do departamento de biologia celular e molecular da UFPB, explicou. “No processo de extração da fibra do sisal, é obtido também um suco, que compõe 95% da planta. A partir desses relatos, a Embrapa Algodão propôs parceria para descobrir as propriedades biológicas do extrato. A princípio, pretendia estudar a ação larvicida, mas a pesquisa cresceu”.

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Mistura com água ou desidratado em pó, o extrato de sisal é capaz de conter a reprodução dos insetos, combatendo-os desde a fase larval até a adulta. O defensivo não é agressivo para os animais e nem para as plantas, se tornando um grande aliado para nossa luta contra dengue, chikungunya e zika vírus.

Agora, a missão é encontrar uma empresa que produza o inseticida em larga escala. “Nem a UFPB e nem a Embrapa têm condições de produzir, de tornar o inseticida comercializável. Então, para isso, precisamos de um agente externo, que seria uma indústria”, pediu a professora.