Economia

Bolsonaro faz apelo para que os caminhoneiros não façam outra greve

O mandatário esteve com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir assuntos relacionados a categoria.

Jornal do Sisal
camera_alt Adriano Machado/ REUTERS

Em meio a ameaça de uma nova paralisação, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu aos caminhoneiros nesta quarta (27/1) para que não iniciem uma nova greve.

“Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia, apelamos para eles que não façam greve, que todos nós vamos perder”, disse.

O mandatário esteve com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir assuntos relacionados a categoria. O encontro, na sede do ministério, não estava na agenda de Bolsonaro.

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Foram discutidos ações para compensar os caminhoneiros, como a redução do preço do diesel. “Estamos estudando medidas. Agora não tenho como dar uma resposta de como diminuir o impacto, na verdade foram R$ 0,09 (de aumento) no preço do diesel (na refinaria). Para cada centavo no preço do diesel que por ventura nós queremos diminuir, no caso o PIS/Cofins, equivale a buscarmos em algum outro local R$ 800 milhões. Então não é uma conta fácil de ser feita”, afirmou o presidente.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), técnicos ressaltam que o corte no PIS/Cofins só vai adiante se houver compensação, ou seja, elevação de outro tributo ou corte de subsídio. As opções ainda estão sendo analisadas pela área econômica. Há quem seja contra a medida por considerar que resolve a questão apenas no curtíssimo prazo, sem afastar risco de novos reajustes nos preços.

Bolsonaro disse que a Petrobras dá reajustes conforme o preço do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. “Ontem tivemos boa notícia, dólar baixou 20 centavos”, disse.

O presidente atribuiu os preços elevados do combustível à carga de impostos, sobretudo estaduais.

“O diesel, na refinaria, o preço está razoável, mas até chegar na bomba de combustível tem ICMS, tem margem de lucro, tem transportador, tem muito monopólio no meio disso. A solução não é fácil e estamos buscando uma maneira de não ter mais esse reajuste (para o diesel). Porque os impostos federais, a gente sempre disse, eu estou pronto para zerar, a gente vai para o sacrifício, mas gostaria que o ICMS acompanhasse também essa diminuição”, acrescentou. Com informações do Estadão.