Educação

Após morte, escolas e pais se preocupam com “brincadeira viral”

Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, morreu em uma brincadeira semelhante.

Jornal do Sisal
YANKAROMÃO/METRÓPOLES

Por Metrópoles

Apelidada de de roleta-russa humana, quebra-coquinho ou brincadeira da rasteira a prática consiste em duas pessoas darem uma rasteira em uma terceira, que cai de costas no chão e, com isso, pode machucar gravemente o cérebro ou a coluna cervical.

Sim, isso é uma brincadeira que se tornou viral nas redes sociais e tem chamado atenção aos pais e as escolas. Nas redes sociais, há vários vídeos mostrando como é o “desafio”, inclusive com imagens de adolescentes uniformizados “brincando”. “Não é uma brincadeira, é uma tentativa de homicídio/suicídio”, alerta o cirurgião Rodrigo Caselli, do Centro de Trauma do Hospital Brasília.

Ao Metrópoles, o médico explica que tombos assim podem provocar traumatismos cranianos, lesões na coluna ou até, em casos mais graves, levar à morte. “É uma prática tão arriscada que uma morte durante uma “brincadeira” dessas não é um acidente, é um efeito pretendido”, afirma o médico, que ficou alarmado ao ver as imagens.

Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, morreu em uma brincadeira semelhante. A menina, de acordo com o relato de uma prima à época, estaria brincando com outras duas pessoas, que a seguraram e tentaram girá-la, em uma espécie de cambalhota. Durante a manobra, a estudante caiu, bateu a cabeça e teve traumatismo craniano grave.

O “desafio do quebra-coquinho” tem sido o assunto mais abordado por pais e profissionais de educação. Em algumas escolas, a decisão foi falar abertamente sobre o tema para que crianças e adolescentes entendam os riscos envolvidos.