Educação

Durante a pandemia, Governo da Bahia suspende pagamento do Mais Futuro a milhares de estudantes

O programa foi criado pelo governo do Estado para garantir a permanência dos estudantes nas universidades públicas estaduais

Micael Levi
camera_alt Raul Zito/G1

Estudantes de diversas universidades estaduais na Bahia foram surpreendidos nesta quinta-feira (17/12) com um ajuste na lista de pagamento do Mais Futuro, programa estadual de ajuda estudantil.

Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), foram retirados da lista os estudantes que se enquadram na categoria Básico, ficando somente os da categoria Moradia. Uma publicação feita pelo diretório informa que durante uma reunião, o secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, informou que nenhuma bolsa seria suspensa.

A suspensão é crítica para os universitários que dependem do benefício para pagar aluguéis e as despesas da casa em meio a pandemia. “Vamos procurar todas as formas de pressionar, infelizmente a pandemia e a necessidade do distanciamento social, não nos permite convocar um ato na SEC [Secretaria da Educação do Estado]”, escreveu o diretório.

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O Mais Futuro é um programa criado pelo governo do Estado para garantir a permanência dos estudantes que se encontram em condições de vulnerabilidade socioeconômica nas universidades públicas estaduais (Uneb, Uefs, Uesb e Uesc). Os estudantes recebem R$ 300 a R$ 600, definido a partir de sua distância da universidade.

Procurado pelo Jornal do Sisal, o órgão confirmou que o pagamento foi feito somente aos estudantes que se enquadram no perfil “moradia”, destinando uma parcela no valor de R$ 1,8 milhões, porém não explicou o motivo da exclusão da categoria “básico”.

“O Governo do Estado mantém o compromisso do crédito do Mais Futuro para os estudantes, mesmo no cenário de suspensão das aulas devido à pandemia do novo Coronavírus”, informou Márcio Gomes, coordenador executivo de Programas e Projetos Estratégicos da Secretaria da Educação do Estado (SEC).

Segundo a secretaria, se enquadram no perfil moradia, estudantes que estudam a mais de 100 km dos locais onde moram e que recebem R$ 600 por mês, no período de 12 meses. Já o básico, recebem por oito meses parcela de R$ 300 e é formado por aqueles estudam no mesmo local onde residem.

No início da pandemia, o governador Rui Costa (PT), afirmou que os programas voltados para a educação estavam garantidos durante a pandemia de coronavírus (assista o vídeo no final). Jerônimo confirmou a fala do chefe do Executivo estadual.

“Temos esta sensibilidade de entender a situação que estão passando os nossos estudantes universitários neste momento de crise, causada pela pandemia, e, por isso, o governador Rui Costa está seguindo o compromisso de manter o benefício. Queremos mostrar que as universidades estaduais baianas são um local de aprendizagem qualificada, mas também de acolhimento”, disse o secretário na época.