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Série que conta a história da primeira negra milionária é boa pedida para quarentena

A Vida e a História de Madam C.J.Walker está disponível no Netflix

Jornal do Sisal
Divulgação

Por Correio

Boas séries da Netflix têm revelado diferentes aspectos da negritude nos Estados Unidos. Entre as mais recentes, destaque para Olhos que Condenam, a ficção baseada em fatos reais de Ava Du Vernay, e o documentário Malcolm X. Desde ontem, juntou-se ao time a série A Vida e a História de Madam C.J.Walker, apresentada como a primeira mulher afro-americana a conquistar fama e fortuna com a criação do próprio império. Ou em outras palavras, a primeira negra milionária daquele país.

A história por si só já é muito atrativa, mas a presença da vencedora do Oscar Octavia Spencer aumenta ainda mais o poder de sedução da trama, que fala de autoestima e empoderamento feminino, bem antes destas palavras estarem na moda. Octavia vive Sarah (nome da madame) e Tiffany Haddish, sua filha Lelia na narrativa de quatro episódios, criada por Elle Johnson e Janine Sherman Barrois.

Sarah nasceu em 1867, no estado da Lousiana, e foi a primeira nascida em sua família livre da escravidão. Seus pais e irmãos mais velhos foram escravizados em uma plantação de algodão. Órfã aos 7 anos, ela teve apenas 3 meses de educação formal. A virada impressionante na vida dela acontece por conta quando ela desafia o machismo e o racismo e cria um creme para cabelos de mulheres negras.

Os acontecimentos do seriado tem como base a biografia escrita pela bisneta de Sarah Breedlove e retratam os altos e baixos da vida da empreendedora em um recorte histórico que vai da emancipação negra nos Estados Unidos (1863) até a sua morte (1919).