Esporte

Conmebol escolhe Brasil para sediar Copa América com ameaça de terceira onda de Covid-19

O sistema de Saúde no Brasil vive ao da Argentina por mais amplo que seja em níveis de comparação. Foi esse motivo que levou a suspensão no país assim como na Colômbia.

camera_alt Juan Barreto/AFP

Depois da Argentina e Colômbia desistir de sediar a Copa América, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) anunciou nesta segunda-feira (31/5), o Brasil como sede do torneiro, que começa de 11 de junho a 10 de julho.

O escolhe ocorre em meio a uma ameaça de terceira onda de infecções por coronavírus que pode levar ao cenário crítico no sistema brasileiro de saúde. Para os especialistas, o torneiro pode ter riscos como o aumento de viagens dentro do país, a importação de novas variantes e aumento da taxa de contágio.

O sistema de Saúde no Brasil vive ao da Argentina por mais amplo que seja em níveis de comparação. Foi esse motivo que levou a suspensão no país assim como na Colômbia.

Manaus, Brasília, Natal e Recife são as cidades que deverão receber a competição continental de seleções. Ainda não estão confirmadas. Em concordância com os governos Estadual e Federal, a CBF liberou a realização dos jogos no País.

“Quero agradecer muito especialmente ao presidentede Jair Bolsonaro e a seu gabinete por receber o torneio de seleções mais antigo do mundo. Igualmente meus agradecimentos vão para o presidente da CBF, Rogério Caboclo, por sua colaboração”, disse o presidente da Conmebol Alejandro Dominguez.

Terceira onda em junho

O Brasil acendeu o sinal amarelo depois da chegada da variante da cepa originária da Índia e o aumento da busca por leitos de UTI Covid nos últimos dias. Para o epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Hallal, no mês de junho uma possível terceira onda da Covid-19 pode chegar ao país.

“A tendência era [a terceira onda] viesse em julho e vai chegar em junho por vários motivos”, disse Hallal. “O primeiro deles é que o patamar inicial já é muito alto. Quando estabilizamos em dois mil óbitos por dia, já começamos a reabrir o país.”

Ainda de acordo com ele, a vacinação lenta e a descoberta de novas variantes são alguns dos fatores que pode daer força a terceira onda. Para Osmar Pinto Neto, matemático da Universidade Anhembi Morumbi o número de mortes pelo novo coronavírus pode chegar a 615 mil pessoas até agosto se a imunização não avançar.