Justiça

Mãe acusa PMs de torturarem filhos após invadirem casa em Capim Grosso

A mãe conta que os PMs vasculharam a casa dela mesmo sem mandato judicial, porém não encontraram nada.

camera_alt Reprodução/TV Bahia

Uma mulher acusou a Polícia Militar de Capim Grosso de tortura e agressão contra seus dois filhos depois de invadirem a residência da família. A situação, segundo a mãe Jucide Silva Oliveira, aconteceu no último dia 29. As informações são do G1.

De acordo com ela, a família estava na casa reformando uma parede quando parou para almoçar. No momento policiais militares invadiram a casa perguntando onde estava um homem conhecido como Marcelo, mas ninguém sabia quem era.

Para falarem onde estava o homem, os policiais torturaram os filhos de Jucide, usando até uma mangueira para enforcar um dos filhos, que acabou desmaiando. Os rapazes também tiveram os cabelos e chinelos cortados pelos militares, além de serem agredidos.

Ela conta que os PMs vasculharam a casa dela mesmo sem mandato judicial, porém não encontraram nada. Quando os policiais saíram da casa, ela gravou um vídeo desabafando e mostrando Joedson, de 21 anos, visivelmente abalado.

“Meu filho aqui, olha. Estava almoçando, botaram para correr. Bateram nele, enforcaram até desmaiar, cortaram o chinelo. O outro está com o pé quebrado, tem dois meses que não sai de dentro de casa, doente, com o pé quebrado”, falou.

O vídeo da mãe e os filhos circulou na internet (assista abaixo). Ela ainda pediu para as autoridades orientarem os policiais nas abordagens. A Polícia Militar disse que instaurou uma sindicância para apurar a conduta dos envolvidos.

“Vocês têm que orientar quando eles vêm atrás de pobre, porque não é todo mundo que é vagabundo não. Aqui não tem vagabundo, é tudo pai de família, trabalhador. Enforcaram pais de família com mangueira, sem ter necessidade nenhuma. Entraram dentro de casa, olharam tudo e não acharam nada. Porque a gente é pobre, não pode morar aqui não. Eles têm que aprender a fazer o trabalho deles direito, porque a gente é pobre, mas não é cachorro, não”, desabafou.

Em entrevista a TV Bahia, Jucide disse que quer justiça pelo o ocorrido com seus filhos e está recebendo apoio de membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na Bahia. “Eu estou aqui a procura de Justiça. Eles entraram em minha casa sem mandado, enforcaram meus filhos com mangueira, cortaram chinelos, cortaram os cabelos de meus filhos. Eu estou com um filho acompanhado por psicólogos”, contou. Com informações do G1.

Assista ao vídeo: