Justiça

Pesquisa da CNJ aponta que igualdade de raça dos magistrados só em 2056

Os dados foram coletados entre os dias 4 de março e 5 de abril de 2020, nos tribunais, mas só agora foi concluído e divulgado agora pelo órgão. 

camera_alt Nelson Jr./SCO/STF

Um levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça explanou a desigualdade racial nos cargos no Judiciário. Apenas 12,8% dos magistrados são negros no país, contra 85,9% que são brancos. A quantidade é 1.534 e 10.256, respectivamente.

O conselho ainda apontou que a igualdade racial no poder só poderá acontecer entre os anos de 2056 e 2059. Esse apontamento leva em consideração que em 5 anos 138 negros ocuparam cargos no Judiciário, sendo desde 2015 o número de magistrados subiu somente 9% no país.

A pesquisa faz parte do monitoramento do cumprimento da Resolução CNJ nº 203, de 2015, que dispõe sobre a reserva de 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e de ingresso na magistratura para negros.

Os dados foram coletados entre os dias 4 de março e 5 de abril de 2020, nos tribunais, mas só agora foi concluído e divulgado agora pelo órgão.

No Supremo Tribunal Federal (STF), Corte mais alta no país, nenhum dos 11 ministros são negros. O último a ocupar o cargo foi Joaquim Barbosa, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficando no cargo entre 2003 e 2014. Além dele, somente dois fizeram parte do quadro de ministros do STF: Pedro Lessa (1907 a 1921) e Hermenegildo de Barros (1917 a 1931).

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), há um ministro negro: Benedito Gonçalves. Recentemente ele completou 13 anos na Corte e é atual presidente da Primeira Turma do tribunal. Com informações do CNJ e Metrópoles.