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Homem abre fogo e mata ao menos 10 pessoas em mercado dos EUA

Ele transmitiu o ataque em um serviço de transmissão ao vivo por meio de uma câmera fixada em seu capacete

camera_alt Brandon Watson/EPA, via Shutterstock
Policiais no local do tiroteio em massa em uma mercearia Tops em Buffalo no sábado.

Um jovem de 18 anos efetuou diversos disparos no supermercado Tops Markets, em Buffalo, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, deixando ao menos 10 pessoas mortas e três pessoas feridas, neste sábado (14/5).

Segundo a imprensa local, com base em declarações de um oficial da polícia presente no local do crime, o jovem identificado como Payton S. Gendron, de Conklin (NY), estava vestido com uma armadura e armado com um rifle muito potente disparou em direção as pessoas que estavam no local. Ele dirigiu vários quilômetros.

“Estamos chocados e profundamente entristecidos por este ato de violência sem sentido e nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias. Nossa principal prioridade continua sendo a saúde e o bem-estar de nossos associados e clientes. Agradecemos a resposta rápida das autoridades locais e estamos fornecendo todos os recursos disponíveis para ajudar as autoridades na investigação em andamento”
— Porta-voz do Tops, Kathy Sautter.

A polícia informou que ao chegar no local se deparou com milhares de pessoas deitadas no chão no lado de fora do supermercado.

O segurança do supermercado Aaron Salter chegou a atirar em direção ao homem, mas as balas não causaram danos por causa do equipamento tático de proteção.

O comissário de polícia da cidade, Joseph Gramaglia, informou que o atirador estava fazendo transmissão ao vivo pelo Twitch, serviço online de transmissão, por uma câmera fixada em seu capacete. O serviço tirou a transmissão do ar e excluiu o canal do criminoso.

Ele foi preso e levado a tribunal em uma audiência que durou menos de cinco minutos. Perante ao juiz, o atirador afirmou que tem ciência das acusações e se declarou inocente de ter cometido homicídio qualificado, crime pelo qual é acusado.

A polícia acredita se tratar de um crime de ódio motivado por questão racial. Das 13 vítimas, 11 eram negras. O crime aconteceu em um bairro onde a população é majoritariamente negra. O atirador era branco.

Em um manifesto cheio de ódio publicado que incluía um relato detalhado do planejamento do ataque e uma explicação de seus motivos e inspiração, o atirador se descreve como supremacista branco. No documento ele traça a linha do tempo do crime.

Em seus escritos racista, anti-imigrantista e teorias conspiratórias, Payton chega a argumentar que os americanos correm o risco de serem substituidos por negros, teoria que motivaram outros tiroteios em massa.

De acordo com a organização Gun Violence Archive, o atentado deste sábado foi o com o maior número de vítimas este ano nos EUA. O maior ataque até então foi em Sacramento há pouco mais de um mês onde vitimou seis pessoas.

Vítimas identificadas:

  • Segurança do supermercado identificado como Aaron Salter;
  • Katherine Massey, que tinha ido ao supermercado comprar mantimentos;
  • Um diácono da igreja que trabalha como motorista também foi morto;
  • Uma mulher de 30 anos que foi ao local para fazer compras para a mãe;
  • A mãe, de 80 anos, do comissário aposentado do Corpo de Bombeiros, Garnell W. Whitfield.