Política

Deputado da Bahia defende criação do passaporte de vacina contra Covid-19

As pessoas só poderiam entrar em locais como bares e restaurantes apresentando a comprovação da vacina contra a doença

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O deputado estadual Alex Lopes (PSD) publicou um vídeo nas redes sociais no último dia 31 de outubro defendo a criação do passaporte de vacinação, o qual o cidadão só tem acesso a serviços públicos e privados com a apresentação da comprovação que se vacinou contra a covid-19.

Alex levou em consideração a alta de casos que a Bahia presenciou, levando a boom de alta nos leitos hospitalares em todo o estado. “Imagine que ainda temos mais de dois milhões de baianos que não foram se vacinar completamente, ou seja, não foram tomar a segunda dose e alguns nem a primeira dose. Consequência disso: mais de 30% de leitos de hospital ocupados por Covid-19, destes, 96% é porque não tomaram a vacina completamente”, disse o parlamentar ex-presidente do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

“Uma verdadeira irresponsabilidade que mata pessoas. Quantas pessoas estão precisando de leitos de UTI de hospital e não podem ser atendidas? Têm essas pessoas ocupando o espaço porque não se vacinaram completamente”, completou Alex.

A medida é defendida por políticos de esquerda e criticada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus simpatizantes. O documento já é exigido em algumas unidades da Federação para o acesso a determinados locais.

Durante um evento em Maringá (PR), Bolsonaro afirmou que “daquilo que depender do governo federal” o Brasil não adotará tal medida. “Nunca apoiamos medidas restritivas. Sempre estivemos ao lado da liberdade, do direito de ir e vir, do direito ao trabalho e da liberdade religiosa”, comentou o presidente.

“Nós compramos cada vacina distribuída pelo Brasil. Nós demos todos os meios para combater a pandemia e não podemos admitir que alguns protótipos de ditadores, em nome da saúde, queiram tirar a liberdade de vocês”, reclamou.

“Quem abre mão de parte da sua liberdade por segurança, acaba ficando sem segurança e sem liberdade”, disse o chefe do Planalto.