Política

Prefeito de Tanquinho registra notícias crimes em delegacia para investigar acusações

Recentemente um consultor jurídico acusou o gestor de contratar uma empresa fantasma para prestar serviços de limpeza urbana

Micael Levi
camera_alt Reprodução/Instagram

Há poucos dias a gestão do prefeito Zé Luiz (PT) em Tanquinho, Região Metropolitana de Feira de Santana, completou 100 dias de gestão e desde sua posse tem sido alvo de acusações por parte da oposição.

Em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (19/4), Zé Luiz, que nas eleições de 2020 venceu Luedson Soares (PTN), afirmou que registrou três notícias crimes junto à delegacia do município com o objetivo de apurar as acusações que tem sido levantada a respeito de sua conduta na prefeitura.

“Digo ainda que, sempre prezei pela honestidade e transparência e que o respeito sempre será crucial em todos os meus posicionamentos”, escreveu o petista sem citar as acusações.

Recentemente o consultor jurídico João Neto acusou o gestor de contratar uma empresa fantasma para prestar serviços de limpeza urbana. A Qamp Serviços de Construções conseguiu um contrato emergencial com a gestão no valor de R$ 202.098,75.

De acordo com a Receita Federal (RF), a empresa foi fundada em 2018 e tem capital social no valor R$ 550 mil, e é hoje representada por um recepcionista que ganha salário de R$ 1.379,45. De acordo com Neto, a empresa também não tem histórico de serviços parecidos em nenhum local.

Zé Luiz negou todas as acusações. “Todo processo está dentro da base legal. Para mim é novo que empresa alguma é laranja, temos várias empresas do município prestando serviço, dentro do processo legal, tudo tá ok, mas eu estou à disposição para qualquer esclarecimento”, afirmou.

“A gente faz um processo que as empresas participam, se me perguntar hoje se conheço o dono das empresas, não, a empresa apresenta documentações, presta serviço”, contou.

Desde que tomou posse, o prefeito sofre acusações da oposição e também de pessoas envolvidos em seu mandato como é o caso do vice-prefeito Pascoal Martins (MDB), que chegou a pedir afastamento do cargo alegando falta de diálogo e união.

“O discurso de campanha não mais condiz com a prática de agora. Minhas ligações já não eram mais atendidas, minhas solicitações foram totalmente negadas, não tenho nenhum cargo nesse governo, os que foram colocados, logo foram retirados e a mim não foi dado nenhuma satisfação”, escreveu Martins em uma carta aberta.

No entanto, em uma entrevista ao Nordeste Urgente, o gestor rebateu aos ataques do vice desmentido as acusações da carta e acusando-o de nepotismo ao apresentar uma lista com 25 nomes de pessoas para ocupar cargos públicos montada por ele, sendo que a primeira pessoa da lista é seu filho. “A lei orgânica ela é clara. Ela veda contratação de até terceiro grau”, disse.