Política

Subsecretária de Estado dos EUA: Queremos eleições livres e justas no Brasil

O presidente Jair Bolsonaro questiona a segurança das urnas eletrônicas.

camera_alt Divulgação/Departamento de Estado

A subsecretária de Estado dos EUA, Victoria Nuland, afirmou em entrevista à BBC News Brasil que, no Brasil, “o que precisa acontecer são eleições livres e justas, usando as estruturas institucionais que já serviram bem a vocês (brasileiros) no passado”.

O posicionamento de Nuland surge em meio aos questionamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a segurança das urnas eletrônicas. O mandatário brasileiro sugeriu que os militares supervisionassem a contagem de votos do pleito presidencial de 2022.

“Queremos eleições livres e justas em países ao redor do mundo e, particularmente, nas democracias. Julgamos a legitimidade daqueles que se dizem eleitos com base em se a eleição foi livre e justa e se os observadores, internos e externos, concordam com isso. Então, queremos ver, para o povo brasileiro, eleições livres e justas no Brasil”, afirmou Nuland ser questionada se os Estados Unidos interfeririam no país caso houvesse uma tentativa de golpe, Nuland.

Em um discurso no Palácio do Planalto no dia 27 de abril, Bolsonaro chegou a afirmar que as Forças Armadas sugeriram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que “que esse mesmo duto que alimenta a sala secreta dos computadores, seja feita uma ramificação um pouquinho à direita para que tenhamos um computador também das Forças Armadas para contar os votos no Brasil”.

O que consta no documento é o seguinte trecho. “Recomenda-se que a totalização dos votos seja feita de maneira centralizada no TSE em redundância com os TRE, visando a diminuir a percepção da sociedade de que somente o TSE controla todo o processo eleitoral e aumentar a resiliência cibernética do sistema de totalização dos votos.”