Região do Sisal

Padre tem live de celebração interrompida por fiscais em Conceição do Coité

O religioso acredita que o motivo das denúncias foi a permissão para cinco pessoas que estavam no sol causticante em frente a igreja entrarem

Micael Levi
camera_alt Reprodução/Facebook

Em um áudio que circula nas redes sociais, o Padre Odalck de Conceição do Coité, na Região do Sisal na Bahia, se manifestou sobre os fiscais que interromperam sua celebração que estava sendo transmitida para uma rádio local. O caso aconteceu na manhã deste domingo (05/07).

O religioso conta que autorizou cinco pessoas que estavam no sol causticante em frente a Igreja Matriz da Nossa Senhora da Conceição, que fica no centro da cidade, a entrarem na igreja com o argumento que o local comportaria 49 fiéis obedecendo o distanciamento. “Acredito que estavam numa média de dez pessoas, para aquele mundo de igreja, que mesmo respeitando o isolamento social comportaria cerca de 49 pessoas”, disse.

Ele conta que na celebração foi surpreendido por dois fiscais e que um deles estava de cabeça baixa. Ao subir ao púlpito um deles informou que foram feitas várias denúncias contra a celebração. O líder religioso perguntou qual parte do decreto estava infringindo.

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“Ai ele leu o parágrafo 27, não conseguir compreender. Está existindo aglomeração?”, disparou. No áudio ele ainda conta que o fiscal que estava de cabeça baixa respondeu que não há aglomeração. “Pelo decreto o senhor não pode celebrar missa, aí eu respondi que aquilo era algo inconstitucional proibir que eu celebre”, conta.

Odalck explicou que está indo para o templo religioso aos domingos porque transmite uma missa para a rádio local e que abre as portas para não ter eco. “Fechada fica horrível o áudio”, disse o padre aos fiscais.

“Enquanto nós estamos aqui obedecendo decretos e mais decretos, outros estão desobedecendo atrás de seus votos”, encerrou o áudio que tomou repercussão tanto na cidade quanto na ala política.

O gestor do município, Francisco de Assis (PT), publicou uma nota de esclarecimento justificando que o episódio trata-se de uma tentativa detestável de querer politizar uma ação administrativa e condenar o trabalho dos profissionais da fiscalização.