Região do Sisal

Região do Sisal completa um ano da primeira morte por Covid-19 em pior momento

Além de altas nos casos e mortes, a vacinação contra a doença caminha a passos lentos.

camera_alt Lucas Silva/Getty Images

A Região do Sisal completou um ano nesta quinta-feira (8/4), desde o primeiro óbito em decorrência da doença respiratória covid-19 em seu pior momento assim como todo o Brasil. O total é assustador.

Em 8 de abril, a morte de uma idosa provocado pelo agravamento do quadro da covid-19 se tornou a primeira em todo o território sisaleiro na Bahia. A vítima residia em Araci, dando entrada no Hospital Nossa Senhora da Conceição. O anúncio foi dado inicialmente pelo governador Rui Costa (PT). Na época, a Bahia totalizava 16 mortes.

Segundo o levantamento feito pelo Jornal do Sisal nesta quinta-feira (8/4), o total de falecimentos chegou a 406, sendo Serrinha, Araci e Conceição do Coité as cidades com maiores quantidades. Março foi o mês que doença mais fez vítimas conseguindo romper a marca de 300 óbitos.

Até o momento, a última morte registrada no território foi de Maria Ferreira de Jesus, 83 anos, comerciante de Conceição do Coité que estava internada em Hospital Santo Antônio, em Salvador. Ela faleceu na manhã desta sexta.

A elevação de casos e mortes é resultado da ignorância de muitos e também a necessidade de uma economia ativa no país, alimentado pelos posicionamentos de gestores assim também do chefe do Executivo federal Jair Bolsonaro.

Os especialistas recomendam o fechamento dos estabelecimentos e confinamento total com a intuição de parar o alastramento. Mas essa medida tem sido questionada por alguns cientistas e descartadas por Bolsonaro, que, segundo ele, viu essa ideia fazer a economia brasileira despencar no início.

Algumas cidades da região chegou a abrandar as medidas restritivas para conter a disseminação do vírus. Como é o caso de Conceição do Coité e Lamarão que liberaram o funcionamento do comércio e dos templos religiosos com horários e capacidade de lotação reduzida. A comercialização de bebidas alcóolicas nos fins de semana permanece proibida.

O STF (Supremo Tribunal Federal) quebrou a determinação do ministro Kassio Nunes Marques de manter o funcionamento de templos religiosos sem influências de prefeitos e governadores. Nesta quinta ficou autorizado a mão de gestores para decidir o funcionamento ou não durante a pandemia.

Um pastor e vereador de Queimadas, Clemente (PSDB), criou um projeto de lei junto a outros líderes religiosos para determinar como essencial a realização de cultos e missas. Mesmo que a Bahia já tenha um projeto de lei que caracteriza tal prática como essencial, o edil quer a lei no âmbito municipal.