Região do Sisal

Tenente-coronel sobre atuação do Corpo de Bombeiros na busca por Davi: “Trabalho muito sofrido”

O menino está desaparecido desde o último dia 28, quando deixava a casa da tia caminhando para a casa da avó.

Micael Levi
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O tenente-coronel Tarcísio Ribeiro, comandante do 9º Grupamento de Bombeiros Militar que procura pelo menino Davi Lima Silva, 11 anos, afirmou que os bombeiros enfrentam um “trabalho sofrido e desgastante” para enfrentar serras e matas na tentativa de encontrá-lo.

“Desgastante, sofrido, triste, porque uma tropa de bombeiros no meio da mata procurando uma criança no meio da serra, uma criança que não tem sua personalidade formada e a gente não tem como saber se ela foi raptada ou se foi morta, embora não pensemos nisso até a encontrarmos”, disse o tenente-coronel.

O menor está desaparecido há 16 dias, quando deixou a casa da tia em direção a casa da avó desde o último dia 28. A última a pessoa a ver o garoto foi um senhor que chegou a perguntar para qual lugar Davi estava indo subindo uma serra, mas ele não respondeu.

Os bombeiros retomaram as buscas no início de abril e segundo o Sr. Ribeiro, não foi encontrada novas pistas e trabalham com base nas encontradas no começo.

A Polícia Civil dispensou a força-tarefa que contava com cães farejadores e um helicóptero ao ver todos os recursos se esgotarem. O caso foi direcionado para investigação junto à delegacia de Itiúba.

Ele ainda afirmou que os bombeiros envolvem empatia nas buscas. “Antes de sermos bombeiros somos pais de famílias. É triste ir procurar uma criança fazendo a comparação: se fosse meu filho como eu estaria? É triste buscar uma criança pensando na situação dos pais”, contou.

De acordo com ele, a família do pequeno Davi é humilde e se agarra no poder público para achá-lo, como é o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e os voluntários. “Não acredito na possibilidade de sequestro, acredito que ele esteja ainda na mata”, afirmou o Sr. Ribeiro.

O sumiço de Davi

Davi Lima Silva foi visto pela última vez subindo uma serra na comunidade de Varzinha, em Itiúba. Ele veio de Salvador junto com a mãe, a fotógrafa Lilian, para rever familiares no povoado.

Uma força-tarefa foi formada pelo Corpo de Bombeiros, Companhia de Segurança REX, caçadores e voluntários no dia que ele desapareceu. Dias depois, investigadores da Polícia Civil formaram uma busca especial, porém encerraram as buscas quando todos os recursos foram insuficientes para encontrar Davi.