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Região do SisalSaúde

Território do Sisal completa um ano da confirmação do primeiro caso de coronavírus

Região enfrenta pior momento com alta de casos e mortes a cada dia, além de vacinação lenta.

Micael Levi
camera_alt Michael Dantas/AFP

Completa nesta quinta-feira (25/3), um ano que o primeiro caso de coronavírus foi confirmado na Região do Sisal, sendo identificado em um idoso em São Domingos. Naquela época, os cuidados eram bastante para prevenção da doença.

Desde que foi confirmado o primeiro caso, o território contabiliza 29.109 infecções. Nos últimos meses este total tem apresentado constante evolução com enormes novos casos diários.

O SARS-COV-2 continua infectando a população e tem apresentado mutações como já identificada em Santaluz. De acordo com a Fiocruz, essas mutações encontradas no Brasil podem apresentar resistência a imunidade e foram localizadas até na Bahia.

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Quando completa um ano, as mortes provocadas pela Covid-19 aumentam no território a cada dia. Somente na última terça-feira (23/3), foram registradas 17 novos óbitos e nesta quarta (24/3), o total chegou a 368 com os oito novos falecimentos.

A taxa começou a apresentar aumento no final de janeiro, quando a segunda onda ganhou força. Em março, chegou a registrar 38 mortes em sete dias. Ainda nesta semana foram 29. Com isso podemos afirmar: a Região do Sisal nunca vivenciou tamanha mortandade em pouco espaço de tempo.

Todos os municípios registraram óbitos, sendo Lamarão o último – agora totaliza 3.

A pandemia completa um ano em meio ao toque de recolher anunciado pelo govenador da Bahia, Rui Costa (PT) e apoiado pelos prefeitos, assim como a restrição do funcionamento do comércio. A maioria dos gestores reconhecem que são dias difíceis e tentam endurecer as regras.

Altos casos levou a cidade de Tucano a apresentar 100% da taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) dedicados a covid-10. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade sisaleira chegou a 28 mortes.

Serrinha a cada dia registra mortes e chegou a totalizar 46 vidas pedidas para a doença respiratória e é um dos lugares considerado epicentro regional da doença e com mais falecimentos da região. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesaus) está vacinando grupos prioritários, mas informou que as doses disponíveis para a primeira aplicação acabaram, tendo somente disponível para a segunda administração.

Os especialistas chamam atenção para o endurecimento das medidas preventivas e adoção do lockdown nas cidades, algo que tem sido bastante criticado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que chegou a mover uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra alguns estados incluindo a Bahia, com a intenção de barrar o toque de recolher e outras ações dos governadores. O pedido foi negado pelo relator do pedido, o ministro Marco Aurélio.

Enquanto isso a vacinação está a passos lentos utilizando doses da Coronavac, sob responsabilidade do Instituto Butantan, e o imunizante de Oxford/AstraZeneca, nas mãos da Fiocruz. Novas doses das vacinas foram entregues na semana passada. Desde que a primeira dose foi aplicada, 52.102 pessoas receberam a vacina contra o coronavírus.

O consórcio para aquisição de vacinas, onde prefeitos do território sisaleiro entraram, ainda não apresentou novidades e as prefeituras recorrem a única solução: as vacinas adquiridas pelo governo Federal e distribuídas pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).

Para frear o avanço da doença é necessário a obediência dos protocolos definidos para enfretamento da crise sanitária definidos pelo Poder Executivo, como o uso constante da máscara de proteção em lugares públicos e a rígida higienização.

O Jornal do Sisal faz levantamento sobre a situação do coronavírus no Território do Sisal desde o início da pandemia e atualiza por meio do painel covid-19.