Saúde

Ministério da Saúde envia medicamentos do “kit intubação” com rótulos em mandarim

As recomendações das entidades alertam para o perigo por eventuais erros e destacam que os cuidados com a “segurança devem ser redobrados” com a impressão de etiquetas com as informações em português

Da Redação
camera_alt Fábio Teixeira/Folhapress

Por R7

Medicamentos usados pelos profissionais da saúde em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram enviados pelo Ministério da Saúde com rótulos em mandarim, uma variação a língua chinesa.

Com distribuição dos medicamentos, entidades médicas enviaram um ofício nesta quinta-feira (22/4) ao Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), ao Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e ao Ministério da Saúde para redobrar os cuidados e colocar os rótulos certos para administração adequada dos documentos.

As recomendações das entidades alertam para o perigo por eventuais erros e destacam que os cuidados com a “segurança devem ser redobrados” com a impressão de etiquetas com as informações em português para facilitar a compreensão dos profissionais de saúde a respeito do manuseio dos medicamentos.

Reprodução/Sbahq

“A presente situação de superlotação das Unidades de Terapia Intensiva, e a consequente sobrecarga de trabalho dos profissionais de saúde, predispõe à ocorrência de eventos adversos por erro de medicação. Assim, quaisquer estratégias que contribuam para minimizar potenciais erros de prescrição, dispensação, preparo e administração são muito importantes e devem ser estimuladas”, diz o documento.

O documento é assinado pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia, em conjunto com a Abramede (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), a Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), o ISMP (Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos) e SBRAFH (Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde).

Os kits com medicamentos 2,3 milhões de medicamentos foram fabricados em Lianyungang, na China, foram doados para o Ministério da Saúde e são compostos de sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides – insumos básicos para realizar a intubação. As doações ao SUS partiram do grupo de empresas formado pela Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobras, Raízen e TAG, além da Vale, que deu início a ação no início do mês.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que, pela urgência, as informações de uso e conservação dos medicamentos de intubação doados foram encaminhadas para o Conass e Conasems, responsáveis pela divulgação para os gestores locais. “Essa medida emergencial foi necessária diante da necessidade de distribuição rápida para todos os Estados que estavam com estoques críticos”, destacou a pasta.

O Conasems, por sua vez, afirmou que os medicamentos do “kit intubação” que foram doados ao SUS com bulas, rótulos e embalagens em mandarim receberem, junto com a pauta de distribuição, um documento em português com orientações sobre a administração de cada um.