Saúde

OMS recomenda uso da vacina de Oxford mesmo em países com a variante do coronavírus

Segundo a organização, é necessário que os países façam a sua mesma avaliação de risco ou benefício.

Micael Levi
camera_alt Rafiq Maqbool/AP Photo

Em uma análise interina divulgada nesta quarta-feira (10/2), a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso da vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford em parceira com o laboratório AstraZeneca mesmo em países com o variante do vírus.

Porém, segundo a organização, é necessário que os países façam a sua mesma avaliação de risco ou benefício. Foi recomendado também o uso em pessoas acima de 65 anos.

O guia interino de recomendações foi divulgado após análise do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da ONU (Sage), que se reuniu para revisar as evidências contra o imunizante, que inclui sua eficácia contra as variantes do vírus e a aplicação em idosos acima de 65 anos, grávidas, crianças e outros grupos.

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A investigação da vacina foi feita depois da África do Sul suspender as administrações com o vacina por apresentar baixa eficácia em proteger casos leves e moderados em pessoas contaminadas com a variante do vírus no país. Em um estudo feito por um grupo, a vacina de Oxford mostrou 22% de eficácia, mas o grupo se limitou a uma amostra pequena e não mediu a eficácia na proteção contra casos graves, aqueles que podem levar a internação ou até a morte do paciente.

Ainda de acordo com a OMS, um estudo anterior feito com a variante no Reino Unido mostrou que o imunizante é eficaz contra a mutante do local.

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