Saúde

Superfungo fatal é identificado na Bahia e Anvisa emite alerta

O primeiro caso do fungo foi identificado em 2009 no canal auditivo de uma paciente no Japão.

Jornal do Sisal
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre o ‘superfungo’ Candida auris, resistente a medicamento que foi identificado em um paciente internado em uma Unidade de terapia Intensiva (UTI) na Bahia, por meio de amostra de ponta de cateter.

Segundo a agência reguladora, ele é responsável por doenças hospitalares e representa uma ameaça a saúde pública. Uma amostra foi colhido e analisada pelo Laboratório de Saúde Pública (Lancen-BA) e pelo laboratório de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com uma nota divulgada pela Anvisa, as amostras serão examinadas para analisar o perfil de sensibilidade e resistência chamado de “análises fenotípicas”, assim como o sequenciamento genético do microrganismo (padrão-ouro). A reguladora pediu reforço da vigilância laboratorial do fungo em todos os serviços do país afim de evitar um surto.

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O Candida auris foi identificado pela primeira vez em 2009 no canal auditivo de um paciente no Japão. O primeiro surto aconteceu entre 2012 e 2013 na Venezuela, sendo diagnosticado 18 casos na época. Em 2016, a Opas, braço da OMS (Organização Mundial da Saúde), recomendou atenção e que a América Latina e o Caribe adote medida de prevenção e controle por causa de surtos na região.

Como a identificação por ser desafiadora e pode ser confundida com outras doenças, o tratamento pode ser inadequado. O fungo pode permanecer semanas ou meses no ambiente e resiste a diversos desinfectantes. Quanto aos risco a saúde, C. auris pode provocar infecção na corrente sanguínea e pode piorar em quadros de pacientes com comorbidades. A Anvisa afirma que a identificação do fungo exige exames laboratoriais específicos.