PUBLICIDADE
Saúde

Uma única dose da Pfizer pode oferecer forte proteção para quem teve Covid-19, segundo estudo

Esses estudos fortifica ainda mais os Estados a utilizarem apenas uma dose da vacina diferente dos testes clínicos que recomendam a administrações de duas doses para oferecer a eficácia completa.

Jornal do Sisal
camera_alt Sérgio Lima/Poder360

Dois novos estudos da Grã-Bretanha publicados na revista científica The Lancet, mostram que uma dose da vacina da Pfizer contra Covid-19 pode fornecer forte proteção contra o vírus em quem já teve a doença.

Os estudos, entre os primeiros trabalhos totalmente examinados a avaliar como vacinar pessoas que tiveram Covid-19, adicionaram fortes evidências ao caso de inoculação de pessoas que já têm anticorpos contra o vírus — mas apenas com uma dose da vacina Pfizer.

De acordo com um dos estudos, liderados pelo por pesquisadores da University College London e da Public Health England, essa descoberta pode acelerar a implantação de vacinas e evitar novas mutações perigosas.

PUBLICIDADE

“Uma cobertura mais ampla sem comprometer a imunidade induzida por vacinas poderia ajudar a reduzir o surgimento de variantes”, disse o artigo.

Esses estudos fortifica ainda mais os Estados a utilizarem apenas uma dose da vacina diferente dos testes clínicos que recomendam a administrações de duas doses para oferecer a eficácia completa.

Um dos novos estudos, submeteu 51 profissionais da saúde em Londres que se submeteram a testes de rotina para anticorpos e infecções desde março. O que deu aos pesquisadores uma imagem detalhada de qualquer proteção pré-existente contra o vírus.

Metade os profissionais já foram infectados pelo coronavírus e uma única dose da vacina da Pfizer aumentou o nível de anticorpos em 140 vezes, disse o estudo. Foi apresentado uma melhor proteção contra o vírus do que em pessoas que nunca haviam sido infectadas.

Com o estudo, os pesquisadores veem a possibilidade de profissionais de saúde realizar exame de sague nas pessoas semanas antes de tomarem o imunizante como forma de saber se elas já tinham anticorpos. Como as respostas imunológicas nas pessoas variam, é difícil prever com um exame de sangue se uma única dose vai oferecer uma proteção forte.

O segundo estudo, feito por cientistas do Imperial College London, observou 72 profissionais da saúde que forma vacinados no final de dezembro. Nessas pessoas, o imunizante da Pfizer gerou anticorpos muito fortes, bem como “respostas muito fortes de células T” — células com funções imunológicas de efetuação de respostas antivirais.

Ainda não é sabido a duração das respostas imunológica depois de vacinados durará no corpo das pessoas que já foram infectadas em comparação com aquelas que não o fizeram.

  • Notícias sobre